sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SUPOSTA BRUXA É DECAPITADA

Arábia Saudita decapita suposta bruxa

O Ministério do Interior da Arábia Saudita informou nesta terça-feira que uma mulher foi executada por praticar “bruxaria e feitiçaria”. A declaração foi anunciada pela agência de notícias estatal da Arábia Saudita e informou que Amina bint Abdul Halim bin Salem Nasser foi decapitada na segunda-feira na província de Jawf, norte do país.
Amina foi a segunda pessoa executada pela acusação de bruxaria na Arábia Saudita em 2011. Um homem sudanês foi executado pela mesma acusação em setembro. O ministério não deu mais detalhes sobre as acusações contra a mulher.
O jornal árabe al-Hayat, baseado em Londres, informou, citando um membro da polícia religiosa, que a mulher tinha cerca de 60 anos e convencia as pessoas que podia curar doenças em troca de dinheiro.
Sebastian Usher, analista regional da BBC, informou que Amina foi presa em abril de 2009.
Em 2007, um cidadão egípcio foi decapitado depois de ter sido acusado de usar feitiçaria para provocar a separação de um casal.O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que fez campanha para que outros sauditas sentenciados à morte por acusações de bruxaria sejam inocentados, informou que nunca tinha ouvido falar do caso de Amina até o momento, segundo Usher.
Em 2010, um libanês condenado à morte por acusação de bruxaria, foi libertado depois que a Suprema Corte saudita decretou que as ações do homem não causaram danos a ninguém. O homem apresentava um programa de televisão onde ele previa o futuro.
A Anistia Internacional afirma que a Arábia Saudita não define bruxaria como crime que pode ser punido com a pena de morte. No entanto, alguns dos clérigos mais conservadores do país pediram que pessoas que preveem o futuro e curandeiros recebessem as punições mais severas possíveis, pois elas seriam uma ameaça ao islamismo.
Fonte: Jornal Mundo Gospel

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A SILENCIOSA GUERRA NO BRASIL

Média de homicídios no Brasil é superior a de guerras, diz estudo

Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.
O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito).
"O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil.
"Segundo essas mesmas estatísticas (feitas a partir de dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde), ocorreram, em 2010, quase 50 mil assassinatos no país, com um ritmo de 137 homicídios diários, número bem superior ao de um massacre do Carandiru por dia", diz o estudo, em referência à morte de 111 presos no centro de detenção do Carandiru (SP), em 1992.
Violência nos Estados
Por um lado, o "Mapa da Violência" vê motivos para otimismo: o Brasil estabilizou suas taxas de homicídio e conseguiu conter a espiral de violência em Estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro (onde, entre 2000 e 2010, o número de homicídios caiu respectivamente 63,2%, 20,2% e 42,9%).Por outro lado, o estudo aponta que "nossas taxas ainda são muito elevadas e preocupantes, considerando a nossa própria realidade e a do mundo que nos rodeia, e não estamos conseguindo fazê-las cair".
"Estados que durante anos foram relativamente tranquilos, alheios à fúria homicida, entram numa acelerada onda de violência", diz a pesquisa.
É o caso, por exemplo, de Alagoas, que, com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2010, se tornou o Estado com o maior número de mortes violentas (era o 11º em 2000).O Pará, que era o 21º Estado com mais mortes violentas em 2000, subiu para a terceira posição em 2010, com uma taxa de 45,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Vários fatores podem explicar essa migração, diz o estudo: o investimento em segurança nas grandes capitais e suas regiões metropolitanas, fazendo com que parte do crime organizado migrasse para áreas de menor risco; melhoras no sistema de captação de dados de mortalidade, fazendo com que mortes antes ignoradas no interior pudessem ser contabilizadas; e o fato de algumas partes do país terem se tornado polos atrativos de investimento sem que tivessem recebido, ao mesmo tempo, investimentos em segurança pública.
Além disso, muitas regiões mais afastadas dos grandes centros também são locais de conflitos agrários ou ambientais, zonas de fronteira ou rotas do tráfico - fatores que tendem a estimular a violência.
Interior mais violento
É nesse cenário que a violência brasileira tem se descentralizado e se tornado um fenômeno crescente no interior, aponta Waisefisz.
No estudo, ele detectou "a reversão do processo de concentração da violência homicida, que vinha acontecendo no país desde 1980".
"A disseminação e a interiorização tiveram como consequência o deslocamento dos polos dinâmicos da violência: de um reduzido número de cidades de grande porte para um grande número de municípios de tamanho médio ou pequeno. Se as atuais condições forem mantidas, em menos de uma década as taxas do interior deverão ultrapassar as das capitais e regiões metropolitanas país."
Assim, cidades pequenas como Simões Filho (BA), com 116 mil habitantes, Campina Grande do Sul (PR), com 37,7 mil habitantes, e Marabá (PA), com 216 mil, passaram a liderar, nesta ordem, o ranking de municípios com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes.
Taxas gerais
Em geral, o Brasil viu suas taxas de homicídio crescerem quase constantemente entre 1980 e 2003, quando chegoua 28,9 mortes por 100 mil habitantes. A partir desse ano, os índices se reduziram e, com algumas oscilações, se estabilizaram.
Nesses 30 anos, a população também cresceu, embora de forma menos intensa, aponta o "Mapa da Violência". "Passou de 119 milhões para 190,7 milhões de habitantes, crescimento de 60,3%. Considerando a população, passamos de 11,7 homicídios em 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Um aumento real de 124% no período.'
Também preocupa o fato de a violência ainda incidir de forma muito mais intensa entre a população negra. Segundo o estudo, em 2010 morreram, proporcionalmente, 139% mais negros do que brancos no país.
Fonte: BBC Brasil | Divulgação: Midia Gospel

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

AO deus MAMOM

Festival Promessas, promovido pela Rede Globo, foi considerado um fracasso por falta de público

Festival Promessas, promovido pela Rede Globo, foi considerado um fracasso por falta de público O Festival Promessas, promovido pela TV Globo no último fim de semana, no Aterro do Flamengo, teve média de público distante do esperado. Além do mau tempo, a ausência de nomes como Soraya Moraes e Aline Barros, que não são contratadas da Som Livre, empresa das organizações Globo, colaborou para que o público presente fosse apenas 10% do esperado pela emissora.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel Especialistas apontam para uma rejeição por parte dos evangélicos à uma produção da Globo, que é considerada a mais católica das emissoras abertas brasileiras. Segundo o site O Verbo, a organização de um evento gospel não é tão simples, e os especialistas entendem que os detalhes do segmento gospel pegaram a emissora de surpresa, dando mostra de que a TV Globo não está preparada para uma megaprodução no ramo.
Os artistas que participaram do Festival que teve oito horas de duração foram Pregador Luo, Eyshila, Damares, Ludmila Ferber, Regis Danese, Fernandinho, Fernanda Brum,Davi Sacer e Diante do Trono.
Fonte: Gospel+
Como eu ja havia falado antes, e torno a repetir, esse festival é, simplismente de interesse comercial. A prova disso, é, que só participa "cantores" que fazem parte do quadro da gravadora som livre, que pertence as organizações globo.
Vejo com bastante tristesa como as pessoas tem uma memoria fraca, e esquecem que essa mesma emisora, é quem mais faz oposição ao cristianismo evangelico nesse país, colocando em sua grade de programação sutilezas diabolicas para distorcer a palavra de DEUS.
É com programa dessa natureza que eles querem, e talvez estejam conseguindo enganar a muita gente, mas para quem tem um pouco  de conciencia sabe, que tudo que as organizações globo quer é lucro, isso sim, e não precisa ser muito inteligente para saber que não existe o menor interesse em divulgar a palavra de DEUS, basta assistir um pouco sua programação, pra ver como eles tratam as causas das leis de DEUS.
Esse é o meu pensamento, porem, respeito o direito de quem aceita esse tipo de coisa, DEUS é quem vai julgar a todos.
Que DEUS abençoe 

A ESCRAVIDÃO DO ALCOOL

  Imagens de uso livre sobre este vício




Amados irmãos, dentro de nosso esfoo de criar e disponibilizar imagens de interesse evangélico/evangelístico, de uso livre (gratuito) para o blog/projeto Imagens Cristãs (http://imagenscristas.blogspot.com/), realizamos um ensaio fotográfico abordando  o tema da escravidão a que o álcool submete as pessoas. Essa droga 'lícita' destrói mais vidas do que todas as drogas ilícitas juntas. Há ainda a alusão ao vício igualmente nocivo do cigarro.

o imagens livres, de grande formato, para você compartilhar por e-mail e em suas redes sociais, usar em seu blog ou site, apresentações, em cartazes e trabalhos de alerta/prevenção ao uso do álcool, e no que mais você achar oportuno. Veja que em algumas imagens introduzimos efeitos e também legendas, mas você é livre para criar suas próprias legendas e inserir nas fotos, assim como aplicar os efeitos de edição que desejar.

Publicamos aqui 16 imagens. O ensaio completo é constituído po38 imagens, que você pode ver em nosso grupo no Flickr.

Acesse: www.flickr.com/groups/1261675@N21/pool


















Sammis Reachers

HISTÓRIA DE UM EX GAY

História de um ex gay que mudou sua vida após conhecer a Deus

Aos 8 anos, tive certeza de que era homossexual. Enquanto meus amigos brincavam de carrinho, eu me divertia mesmo com as bonecas. Foi nessa época também que comecei a dançar imitando a cantora Gretchen. Apesar de sempre me mandar parar de dançar &<51; sem eu nunca ter obedecido &<51;, minha mãe não desconfiava da minha homossexualidade. 

Aos 19 anos, fui com meus pais morar em Nazaré. A partir daí, passei a andar com gays e a freqüentar as casas deles. Ainda assim, minha mãe não acreditava que eu fosse homossexual. Um dia, meu irmão disse a ela que achava que eu era gay. Um jovem que freqüentava a mesma igreja que minha mãe contou que havia me visto na casa de um rapaz gay. Nesse dia, meus pais tiveram a certeza de que eu era homossexual.
Já era madrugada quando cheguei em casa, mas minha família estava acordada, me esperando. A hora da verdade tinha chegado. Meu pai veio para cima de mim e perguntou se eu era gay. Eu disse que não. Ele começou a me bater, dizendo: “Você é gay, você é gay”. Depois dessa surra, resolvi assumir de vez minha homossexualidade. Com o tempo, eles foram se acostumando e tiveram de me aceitar, mesmo sem concordar.
Comecei a ser chamado de Ricardete A cada dia, eu ficava mais à vontade com meus amigos gays.
Eles me apelidaram de Ricardete, nome que passei a usar no dia-a-dia. Decidi, então, transformar meu corpo. Fiz aplique no cabelo e comecei a usar onociclo injetável. Esse hormônio feminino estimula o desenvolvimento em homens de características femininas, como seios e bumbum maiores.
Assim que os meus peitos começaram a se desenvolver, passei a ir à praia de biquíni. Minha mãe insistia para que eu freqüentasse a igreja evangélica. Mas, apesar de eu sempre ter alimentado o temor a Deus, não O aceitava. Fiz uma cirurgia para retirar os seios Com 31 anos, resolvi cortar meu cabelo. A partir daí, comecei a me sentir estranho. Eu me olhava no espelho e ficava incomodado com o contraste entre o meu rosto masculino e meu corpo afeminado.
Foi então que começou a minha transformação. Cinco dias depois de cortar o cabelo, decidi que faria uma cirurgia para retirar os seios. Como não podia arcar com os custos da operação, resolvi pedir ajuda ao então prefeito, Clóvis Figueiredo Ele me deu um bilhete para que eu entregasse ao médico de um hospital filantrópico em Salvador. Marquei a cirurgia para 20 de agosto de 2007.
Passado o período de resguardo, retornei a Nazaré. Um amigo me visitou e quis me apresentar a cunhada dele, Débora. Eu e ela nos tornamos amigos. Um dia, ela foi até minha casa e ficamos conversando no meu quarto. Ela me disse: “Pense em Deus, pois você é homem, Ricardo”. O inimigo& botava em minha boca que não, que eu não iria conseguir. E Débora me falou mais uma vez: “Pense em Deus e feche seus olhos”. Então, fechei os olhos, e nós transamos. Foi a minha primeira relação sexual com uma mulher. Desde então, só me relaciono com ela. Quando eu era gay, não conquistei nada.  No dia seguinte, minha mãe nos convidou –  eu e Débora,  para irmos à igreja com ela. Eu não queria, mas acabei aceitando o convite. Ao chegarmos lá, o Espírito Santo de Deus se manifestou por intermédio da pastora Edna. Ele me disse o seguinte:
- Aqui, existe um jovem que Deus está transformando hoje. Venha e O aceite como o único salvador da sua vida.
Ao escutar essas palavras, resolvi aceitar Deus e me converti. Ele entrou com a providência em minha vida. Quatro meses depois, eu estava casado, certo de que não me sentia mais atraído por homens. Tanto que, hoje, meu desejo é somente pela Débora. Quando olho para o passado, eu me arrependo de tudo que vivi. Agora, estou feliz reconstruindo a minha história. Minha mulher está à espera do nosso primeiro filho, que se chamará Sara ou Samuel. Deus me permitiu ganhar um sorteio de um cartão de crédito. Com o prêmio, comprei uma casa, uma moto e arrumei a nossa vida. Hoje, sou uma pessoa feliz. Eu e minha esposa somos servos do Senhor. Antes, eu vivia de ilusão. É só comparar: em onze anos, eu não havia conquistado nada, e até aqueles que se diziam meus amigos se afastaram. Agradeço a Deus pela mudança. Agora tenho tudo e valorizo cada uma das minhas conquistas. Deixei a profissão de cabeleireiro. Vivo de pequenos bicos e também da renda do prêmio que recebi do cartão.
Fonte: Amigos de Cristo

domingo, 11 de dezembro de 2011

LINGUA, PODER DE VIDA E MORTE?

O irmão Daniel Ferreira da Silva, de Catalão-GO, tem me perguntado, há algum tempo, e com insistência: “Se não há poder em nossas palavras, como explicar o versículo que diz: ‘A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto’ (Pv 18.21)?” Como a resposta à sua pergunta deve interessar a outros irmãos que possuam a mesma dúvida, resolvi escrever este artigo.

Em primeiro lugar, é impressionante como alguns “mestres da fé” conseguem reduzir tudo o que está escrito na Palavra de Deus a alguns versículos isolados! (Não me refiro aqui ao irmão Daniel, mas aos que induzem o povo de Deus a adotar certos posicionamentos a respeito da Bíblia.) Quer dizer, então, com base no versículo acima, que até o ímpio, se utilizar bem a sua língua, terá a vida e a morte em seu poder?

Ora, a Bíblia é análoga. E isso significa que devemos levar em conta os seus contextos geral, imediato, remoto, referencial, histórico-cultural e literário. Já pensou se um único versículo tivesse autoridade em si mesmo? Todos os cristãos fiéis que partiram para a eternidade estariam condenados! Por quê? Porque é isso que está escrito em 1 Coríntios 15.18: “E também os que dormiram em Cristo estão perdidos”. Mas, graças a Deus, o contexto revela que os mortos em Cristo estariam perdidos se Cristo não tivesse ressuscitado (vv.17-19). Mas Ele ressuscitou (v.20)!

O mesmo ocorre com Provérbios 18.21. Quem lê o capítulo todo, com atenção, percebe que não há nada aí que dê aval à falaciosa Confissão Positiva. É claro que não devemos ser negativistas, queixosos crônicos, murmuradores, melancólicos. Embora isso não seja determinante para o fracasso total de alguém — pois Deus é misericordioso e pode nos ajudar, mesmo quando passamos por momentos de fraqueza espiritual (cf. 1 Rs 19.1-8) —, devemos bendizer ao Senhor em todas as circunstâncias, haja o que houver (1 Ts 5.18; Jó 1.20-22).

Por que a Confissão Positiva é uma falácia? Primeiro, porque o termo “confissão”, nas páginas sagradas, nunca é empregado com o sentido de pronunciar “palavras mágicas” com poder de vida e de morte. Antes, na maioria das vezes, está atrelado às palavras que expressam arrependimento e desejo de se afastar do pecado (Pv 28.13; 1 Jo 1.9); ao reconhecimento de que Jesus é o Senhor (Rm 10.9); e à pregação do evangelho (Mt 10.32).

Muitos cristãos estão convencidos mesmo de que há poder de vida e de morte em suas palavras. Por isso, é comum, em pretensas marchas para Jesus, ouvirmos bordões como: “Esta cidade é do Senhor Jesus”. Contudo, se não houver compromisso com o verdadeiro evangelho, tais “confissões positivas” em nada mudarão a situação atual do nosso país. Infelizmente, os mesmos triunfalistas que induzem o povo a “profetizar” vitória sobre a nação estão envolvidos com inúmeros pecados, como a idolátrica avareza (Ef 5.5; 2 Pe 2.3).

Ainda que, em certo sentido, as nações, o planeta Terra e todo o Universo sejam do Senhor Jesus (Sl 24.1; Hb 11.3), o mundo está precisando ouvir as boas novas de salvação (Mc 16.15; Mt 28.19), e não “palavras mágicas”. O Brasil precisa ser conquistado pelo evangelho, e não politicamente. O Reino de Cristo é espiritual (Jo 18.36; Rm 14.17). Precisamos orar pela nossa nação e pregar o verdadeiro evangelho. Deus pode mudar a situação de países e governos por intercessão e influência do seu povo, e não mediante “confissões positivas” (1 Tm 2.1-3; 2 Cr 7.14,15). Mas os adeptos da Confissão Positiva têm preferido “profetizar” que bares e casas de show serão fechados, teatros apresentarão peças evangélicas...

Se “confissões positivas” funcionassem mesmo, o mundo seria uma maravilha. Mas voltemos ao texto de Provérbios 18.21. Nos versículos anteriores vemos que o autor sagrado não estava se referindo ao suposto e determinante poder de vida ou morte das palavras humanas: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio. Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará” (Pv 18.19,20).

Outro texto usado pelos “mestres” da Confissão Positiva para corroborar a passagem em análise é Tiago 3.10. Podemos examiná-los conjuntamente porque ambos alertam quanto à maledicência, incentivando-nos a usar a língua para bendizer a Deus (Tg 3.1-9). Veja: “Com ela [língua] bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (v.9).

Como no movimento da Confissão Positiva tudo gira em torno do limitado e frágil ser que se gaba de muitas coisas — o homem —, este é convencido de que pode resolver tudo mediante as suas palavras. Ele não deve chorar nem sofrer, pois, se souber usar o poder de vida e de morte que tem em seu pensamento e em sua língua, poderá dominar todas as coisas e tornar-se um deus andando na terra! Basta “determinar”, e será abençoado ou abençoará pessoas, famílias, nações e até times de futebol!

Juntamente com os textos isolados de Tiago 3.10 e Provérbios 18.21, os “mestres da fé” citam: a visão do vale de ossos secos, em que Ezequiel profetizou, e os ossos reviveram (Ez 37.1-10); e também o fato de o profeta Elias ter “determinado” que não choveria durante três anos e seis meses (1 Rs 17.1). Quanto a Ezequiel, ele profetizou conforme se lhe deu ordem e disse: “Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR” — o poder para vivificar os ossos não estava em sua palavra, e sim na viva e eficaz Palavra do Senhor (Ez 37.4-7; Hb 4.12).

No caso do profeta Elias, de fato não choveu durante três anos e seis meses segundo a sua palavra. Entretanto ele, que “era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse” (Tg 5.17). Ou seja, ele só fez o que fez diante do rei Acabe porque Deus atendeu, de antemão, o seu pedido. Quem aprende com o Bom Pastor — e não com telemissionários, telebispos e tele-apóstolos — sabe que o crente fiel deve pedir, em vez de “determinar” (Mt 7.7,8; Jo 14.13,14).

Diante do exposto, não se deve tomar o texto de Provérbios 18.21 como uma verdade geral, aplicável para toda e qualquer circunstância. O autor falou do poder de vida e de morte da língua em relação a bendizer e maldizer o próximo. Essa passagem não abona a descabida e falaciosa Confissão Positiva, que leva o frágil ser humano a pensar que toda e qualquer palavra que sai de sua boca é uma profecia.

Amém

Autor: Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O FERREIRO


Havia um ferreiro que, após uma vida de excessos, resolveu consagrar sua vida a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco na obra do Senhor, mas apesar de toda sua dedicação nada parecia dar certoem sua vida. Muitopelo contrário, seus problemas aumentavam cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que se compadeceu de sua situação difícil, veio visitá-lo e disse: “É realmente estranho que justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua dedicação e toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.”
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes sem entender o que estava acontecendo em sua vida. Mas, com o tempo, aprendeu que Deus tem propósitos para tudo e que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que o amam. Ele sabia que deveria confiar em Deus e permanecer firme. Então, vendo a oportunidade começou a explicar ao seu amigo: Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor absurdo, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até ‘que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada em um balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita, pois apenas uma vez não é suficiente.”
O ferreiro deu uma longa pausa, pensou e continuou: “Às vezes, o aço que chega em minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enche-lo de rachaduras e eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada:Então, eu simplesmente o coloco num monte de ferro-velho, como este que você viu na entrada de minha ferraria.”
Mais uma vez o ferreiro deu uma pausa, pensou e concluiu: “Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Então, procuro aceitar as marteladas que a vida me dá. As vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Não é fácil, mas a única coisa que peço é que o meu Deus não desista até que eu consiga tomar a forma que Ele espera de mim. Da maneira que for, leve o tempo que precisar, mas jamais quero ser jogado no “ferro-velho”.
Deus o ama e quer fazer de você uma pessoa melhor. Não se preocupe com as marteladas da vida, ou as provas de fogo a que é submetido. Ele está moldando o seu caráter. E o mais importante é que sabemos que Ele nunca desistirá de nós.
“Mas Ele me disse: ‘Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza’. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.” (2 Coríntios12.9:10- NVI)
Fonte: Jornal Mundo Gospel